Conheça os fãs: Luan Cortes

Olá!
O Luan Cortes (@Luanccs), do blog Da Penseira,  participou enviando as respostas dele:
1) Por que você é fã de Harry Potter?
Em Harry Potter, é possível ler a vida de J. K. Rowling, seus mais variados pontos de vista acerca de diversas questões ao longo da série e tudo isso brilhantemente envolto por um verdadeiro universo paralelo: uma trama fantástica, minuciosa em cada primoroso detalhe de uma verossimilhança estupenda. Quem já não se pegou analisando tudo como se fosse real? Parando para pensar que é perfeitamente plausível haver uma sociedade bruxa sob sigilo? E se tudo aquilo existisse como num delirante e delicioso devaneio secreto através dos confins da consciência? Seria tão mágico! Quem nunca se sentiu assim não leu Harry Potter, não transcendeu as fronteiras da realidade, não embarcou no voo da leitura. Talvez sejam estes os motivos pelos quais há tamanha empatia entre fãs e ídola, vocábulo este que, faz bem mencionar, já se encontra registrado no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras, no Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo Gonçalves e no Dicionário da Porto Editora.
Há as leis que destacam quão fundamental é a integridade da essência do ser e há nefasto exemplo de alma degenerada – leia-se Voldemort. Há coragem nos grifinórios, há lealdade nos lufanos, há perseverança nos sonserinos, há sabedoria e presença de espírito nos corvinais. Há o amor de Lílian, há o amor de Severo, há a generosidade de Aberforth, há a amizade de Harry, Rony e Hermione, há a humanidade de Dumbledore e tudo o que isto traz consigo, há a alegria e o humor dos gêmeos, há a sinceridade e a credulidade de Luna, há a justiça de Minerva, há a pureza e a benevolência de Hagrid, há a liberdade (e a luta) de Dobby, há a fraternidade dos Weasley, há a prudência e a responsabilidade de Hermione, há a cálida esperança da pequena Petúnia e há o amor – em tudo, acima de tudo e sempre. Amor esse que transformou uma mãe solteira sem recursos em uma das mais prósperas e ilustres escritoras dos últimos tempos.
Acrescem a esses valores primordiais verdadeiras e valorosas lições de vida (e de morte), desenvolvidas com uma maestria incomparável, de tal forma que a leitura torna-se uma bagagem que acompanha o leitor e norteia-o durante toda a vida, alicerçando firmemente o caráter e agregando-lhe uma consciência humanitária imprescindível e já rara. Bom seria se toda criança pudesse ler Harry Potter e tê-lo como bússola moral na construção da índole e da personalidade. Ganharíamos muito mais do que adultos esclarecidos pelos frutos do precoce e salutar hábito da leitura: haveria indivíduos bons, humanos, conscientes e equilibrados, em contravenção à caótica sociedade nossa, repleta de crueza e carente de amor.
2) O que mudou em sua vida depois de ler Harry Potter?
Embora a série tenha fomentado minha “sede literária”, sempre cultivei o hábito de ler, mesmo antes de conhecer a saga, quando estava na quinta série do ensino fundamental (hoje, o sexto ano). As transformações que Harry Potter provocou em minha vida concernem, portanto, precipuamente aos valores que mencionei na resposta à primeira pergunta: o valor da amizade, da coragem, da lealdade, da humanidade, o poder do amor, o poder das escolhas e muitas outras riquíssimas mensagens mais sutis.
Além disso, devo mencionar as maravilhosas pessoas do fandom que tive o prazer de conhecer… Amigos virtuais incríveis que certamente transformaram minha vida com seus espíritos sem limites (o maior tesouro do homem), suas mentes fecundas e receptivas (como a de Luna), sua generosidade, seu amor à série e sua presença virtual constante; amigos que provaram que a amizade realmente suplanta qualquer óbice físico e é quase capaz de promover aparatações trouxas! A maior parte destas pessoas fascinantes, talentosas e esclarecidas encontra-se reunida na Armada Potterish, o grupo de bate-papo criado há pouco mais de dois anos que já se tornou praticamente uma família potteriana. Enfim, só tive a ganhar com as amizades que fiz através de Harry Potter, não me reconheceria, se não tivesse conhecido a série, se não tivesse mergulhado de corpo e alma na magia.
E a melhor forma de transmitir estas valiosíssimas lições é passando-as adiante, compartilhando a experiência não apenas para recrutar fãs, a fim de expandir o fandom, mas também para melhorar o mundo, para ajudar a concertá-lo. Utopia e delírio achar que recomendar um livro é uma forma de transformar a realidade? [Aconteceu comigo, com você não?] É bem possível que seja. Mas o que somos nós sem a nossa inata e derradeira arma – a capacidade de sonhar? Sonhar é o primeiro passo para mudar e não há jornada tão longa que não se tenha iniciado com um primeiro passo. Passemos, pois, Harry Potter adiante!
3) Se você pudesse fazer uma pergunta para J. K. Rowling, qual seria?
A dúvida a seguir sempre foi um motivo de inquietação para mim. Quando Dumbledore tenta persuadir Snape a matá-lo ele afirma que “Somente você [Snape] é capaz de saber se prejudicará sua alma ajudar um velho a evitar a dor e a humilhação” (Relíquias da Morte, página 531). É possível que, nesse caso ou em outros afins, o ato de matar não prejudique a alma, isto é, não a fragmente (quando se visa a um “bem maior”)? Ou qualquer assassinato provoca a ruptura, independentemente dos motivos e/ou dos acordos feitos entre vítima e algoz? Há relativismo nessa questão ou é algo absoluto?
O que acharam?
Não deixem de participar do meme Loucuras que fiz por Harry!
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