Quadribol para trouxas

Olá!
Vocês já pensaram em jogar quadribol? Não o vídeo game, mas um jogo de verdade, num campo, com balaços te acertando e um pomo difícil de pegar? O quadribol trouxa já existe desde 2005, quando foi criado na Middlebury College, em Vermont, nos Estados Unidos, e hoje conta com mais de 1000 times em 13 países.
Abaixo, uma reportagem da UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles) sobre o time universitário.
Vassouras à postos!
Por Wendy Soderburg, fotos de Patrik Giardino
Sejam bem-vindos ao confuso mundo do Quadribol. Pense em algo como Rugby misturado com queimada, paintball e um pouco de ironia e humor. A única coisa que J.K.Rowling não poderia imaginar é que seu jogo fictício, voador e mágico iria virar, um dia, o esporte mais descolado do campus.
“Nerd, mas atlético!”
Era essa a descrição dada pela maioria dos que passavam pelo campo naquele domingo de janeiro e paravam para assistir o time de quadribol da UCLA jogar no campo da faculdade.  Jogadores corriam para todos os lados com vassouras entre as pernas, arremessando bolas uns nos outros e tentando acertar uma bola que parecia de vôlei em um dos três aros nas extremidades do campo.  O contato físico era total quando os jogadores lutavam para pegar a bola da mão do outro e, no processo, se derrubavam no chão. Um jogador, vestido de amarelo, corria pelo campo ignorado pela maioria dos jogadores. Um jogo confuso, cansativo e muito divertido de assistir.
Abram alas para o time de quadribol da UCLA! Da esquerda para direita: Capitão Tom Marks, Steven Tindula, Sebastian Milla, Asher King Abramson, James Luby, Brennan Ross e Liz Li.
UCLA Quidditch: Os jogadores
É peculiar, confuso, completamente extenuante –  mas um time que joga sobre vassouras não faria diferente.
Tyler Calamoneri, aluno do primeiro ano do curso de engenharia química, concorda. “Acho legal que eles estejam seguindo a paixão deles. Eu não teria coragem de jogar uma coisa que parece completamente bizarra.”
Young and Calamoneri já conheciam um pouco sobre o jogo, o que os incentivou a ir assistir a partida. Mas, mesmo quando se conhece os livros de J.K.Rowling – da onde as regras do “quadribol trouxa” é adaptado – o jogo parece, à primeira vista, um caos organizado.
Capturando o pomo de ouro
“Parece difícil, mas quando você está jogando aprende bem rápido”, explica Tom Marks, estudante de design e fundador do time. “É como pólo aquático, rugby e queimada, tudo ao mesmo tempo. Você tem que aprender as regras de cada jogo, de cada posição, de cada bola. Mas durante o jogo você só se preocupa com as regras da sua posição, assim só um terço das regras vale para você”.
Tom Marks pega o pomo, finalizando o jogo
Enquanto a maioria dos jogadores tem muita ação em campo, um deles ocupa uma posição menos tumultuada: o pomo de ouro. No quadribol trouxa o pomo é um jogador de roupa laranja que tenta fugir dos apanhadores enquanto corre com uma bola de tênis dentro de uma meia, presa na parte de trás do short.
No quadribol trouxa o pomo também pode roubar vassouras – o que desqualifica o apanhador -, acertar os jogadores com balaços, fugir carregando os aros e fazer acrobacias. “As duas principais funções do pomo são nunca ser pego e ser o mais engraçado possível”, afirma Marks.
“No início eu me sentia muito atrapalhado correndo com uma vassoura, mas você acaba se acostumando e se torna algo natural. É uma forma diferente de correr, porque você não pode usar os dois braços, já que com uma mão você está segurando a vassoura. Isso demanda muito mais esforço, mas você ganha resistência”, diz Asher King Abramson, estudante de psicologia que joga na posição de batedor.
Sim, quadribol é um esporte
O time da UCLA é membro ativo da Assosciação de Quadribol da Região Oeste, da qual Harrison Homel é diretor. Estudante de ciência política, Homel começou a jogar quadribol há dois anos no time da Moorpark College, mas se transferiu para a UCLA e logo se juntou ao time de lá.
Enquanto o quadribol não ganha popularidade, o jogo é perfeitamente normal entre os jogadores, que, na sua maioria se consideram nerds. “Eu sou da Geórgia e não conhecia ninguém aqui, então na primeira semana vim sozinho”, diz Brennan Ross, calouro de neurociência. “Agora eu me tornei amigo de várias pessoas do time”.
“Uma das melhores coisas do quadribol é que ele junta pessoas diferentes”, diz Homel. “Tanto leitores de Harry Potter, quanto atletas. A ideia não é ser um esporte altamente competitivo, e é por isso que corremos com vassouras. Não dá para se levar a sério quando se está correndo com vassouras entre as pernas”.
O time da UCLA teve motivos para comemorar em setembro do ano passado, quando recebeu da faculdade o status oficial de esporte. Quando Tom Marks criou o time, em 2009, ele gastou 220 dólares do seu próprio dinheiro para comprar vassouras, bolas, bambolês e canos de PVC para criar os aros do gol. Dos membros nunca foi cobrado nenhuma taxa de entrada, mas Marks está pensando em mudar essa regra depois que o time foi oficialmente reconhecido. Assim eles podem investir em camisas oficiais.
Ao assistir Marks conduzir o time, é fácil ver seu entusiasmo. No enteanto, é surpreendente – não, chocante – saber que ele não tinha lido nenhum dos livros quando começou a jogar.
“Eu estava imaginando quando isso ia ser descoberto”, ele diz rindo, “eu vi todos os filmes, mas não tinha lido os livros. Li o primeiro no ano passado porque minha equipe me obrigou. Quando eles descobriram que eu não tinha lido nenhum dos livros quase me expulsaram do meu próprio time!”
Para ele, o quadribol existe independente dos livros.
“Isso pode soar estranho, mas eu realmente considero o quadribol um jogo. Eu não o associo muito a Harry Potter”, Marks diz. “É claro que é baseado na incrível história que J.K.Rowling escreveu, mas, na minha cabeça, são duas coisas diferentes que só estão interligadas pela fonte de inspiração – J.K.Rowling. Acho que você não precisa ser um fã de Harry Potter para jogar quadribol, nem mesmo para curtir o jogo”.
O que acharam? Alguém aí já jogou quadribol?
Para quem se interessar, aqui estão todas as regras do jogo segundo a Associação Internacional de Quadribol (em inglês). Será que ninguém se anima a criar um time no Brasil?
O time da UCLA também tem um site e página no Facebook.
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.
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4 respostas para Quadribol para trouxas

  1. Rio Ravens disse:

    Oi! Nós representamos a IQA no Brasil. Já tem time no país sim! Somos do Rio de Janeiro, mas estamos organizando outros em vários estados.

    No nosso site [ http://rioravens.wordpress.com ] tem alguns vídeos de apresentação do esporte, as estatísticas das inscrições de cada cidade e um formulário para outras pessoas se inscreverem. Nosso Twitter é @RioRavens e temos os emails rio.ravens@gmail.com (do time local) e vinicius.mascarenhas@internationalquidditch.org (do nosso capitão e staff da IQA). Estamos presentes também no Tumblr, Orkut, Facebook, YouTube… Tá tudo no site. Pode divulgar para os seus leitores? Seria ótimo contar com o seu apoio!

    Abraço,
    Vinícius Mascarenhas
    International Quidditch Association, Inc.

  2. Potter Fest Recife disse:

    Olá, nós somos um fã clube do Harry Potter em Pernambuco e realizamos Jogos de Quadribol Trouxa durante as férias. Temos vídeos e fotos do evento. pra entrar em contato, basta nos contatar atraves do e-mail potterfestrecife@gmail.com.br, twitter @PotterFest, temos blog e afins. qualquer coisa,se puderem, estariamos gratos em ter o apoio da rocco para o evento.

    att,
    Natália Gondim
    Diretora Geral do Fã Clube

  3. ricardo disse:

    PARA FÂS ISSO E UM MASSIMO , ja que não tem magica de verdade ,então obrigado os criadores do quadribol dos trouxas, gosto mesmo e de ser batedor ou artilheiro

  4. ana clara duarte santos disse:

    Eu queria participar, mas aqui em aracaju não tem, eu chamei uns amigos para jogar, eu sei as regras, mas eu quero tornar isso oficial !!!

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