Resenha de Harry e seus fãs

Olá!
A Nilsen Silva, do blog Caindo de Boca, publicou uma resenha do Harry e Seus Fãs. Vejam o que ela achou do livro:
Eu não podia deixar de fazer uma resenha desse livro. Simplesmente não podia.
Harry e seus fãs é o mais novo livro da editora Rocco sobre a série Harry Potter. Lançado no dia 1º de março, ele conta os bastidores do fenômeno e detalha o boom que foi a série do menino (agora homem, né, minha gente) bruxo, desde a publicação dos livros, passando pelo momento em que a Warner Bros. comprou os direitos para produzir os filmes, até o lançamento de As Relíquias da Morte e toda a expectativa – ou depressão, em muitos casos – para o fim da saga.
Se você quiser saber como é o livro, já sabe o que fazer.
O livro começa em grande estilo: com um prefácio da J.K. Eu particularmente o achei um tanto inspirador, porque, se a gente for parar para pensar, deve ser muito bom ler um relato tão fiel do desespero de alguns e do amor de outros (e um combo das duas palavras, na maioria) a respeito do livro que você escreveu.
Quem lê o CDB regularmente sabe que eu e a Aline sonhamos com essa profissão 24h por dia, sete dias na semana. Tenho certeza que quem escreve vai sentir um pouquinho o que a gente sentiu – e a J.K., em escala maior, é claro – e se identificar.
O primeiro capítulo, Lançamento, me arrancou arrepios do começo ao fim. JURO! E tudo por causa de uma data, que parecia que tinha tudo para mudar o mundo. E tinha mesmo. É assim que começa o livro. Com a autora e sua adrenalina ao correr atrás da seguinte notícia e divulgá-la no Leaky Cauldron, site de HP pelo qual ela é responsável desde 2001:
Harry Potter e as Relíquias da Morte será lançado no dia 21 de julho de 2007.
O fim do primeiro capítulo é o combustível que o resto do livro precisou para seguir em frente com força total. A partir dele, Melissa conta como foi que ela conheceu a série, e como, de primeira, ela não deu importância. Só depois que ela foi realmente entendendo e mergulhando de cabeça no mundo HP, se identificando com os personagens e tramas e pensando em teorias e participando de debates.
Ela começa a postar timidamente do Leaky Cauldron e, com o tempo, vai ganhando reconhecimento e fazendo amigos pelo site. Com isso, Melissa conhece algumas pessoas “chave”, que a ajudam a realizar sonhos como ir ao tapete vermelho de O Prisioneiro de Azkaban (que é meu livro favorito da série, embora ninguém tenha perguntado), conhecer os atores (e suas famílias) que interpretam os personagens Neville Longbottom, Simas Finnigan, Fred e Jorge Weasley e Vincent Crabbe.
Só os meninos, né. Tô sabendo.
Brincadeirinha.
Melissa também tem a oportunidade de entrevistar a J.K. em pessoa, o que eu achei que foi uma parte decepcionante no livro, já que ela não anexou a entrevista. O que ela conta foi o que ela sentiu, como foi estar cara a cara com a J.K, mas a entrevista que era bom… nada. Ela cita algumas informações que obteve, mas deixa várias dúvidas em aberto – e meio que obriga a gente a correr atrás na Internet para saber qual a resposta ou o motivo de tal coisa ter acontecido assim.
Uma parte legal para citar é o capítulo voltado para aqueles que são contra Harry Potter. Inclusive, a autora fala a respeito de Laura Mallory, uma mulher que defende com unhas e dentes que o tema de bruxaria “não é do bem”, por assim dizer.
Laura afirma que livros que promovem o mal, como a série de Rowling, incentivam uma cultura na qual trágicos tiroteiros acontecem em escolas, como o que aconteceu na Columbine High School, no Colorado (que, aliás é uma história bem tensa). A questão é que, ao passo em que Laura aponta a suposta maldade presente nos feitiços, animais fantásticos e poções, Lindsey Benge, uma sobrevivente do tiroteiro mencionado, diz que HP a ajudou a superar a tragédia.
Ou seja: na minha opinião, essa tal de Laura viaja MUITO.
O livro também conta a história das brigas online (e às vezes ao vivo, em convenções) entre aqueles que defendem o casal Harry/Hermione contra os que querem ver Rony/Hermione juntos. Melissa também fala sobre o surgimento de bandas de rock, que surgiram inspiradas na série do menino bruxo, criando um novo estilo de música, o wizard rock.
Eu achei o capítulo voltado para as bandas muito maçante, e foi por causa dele que demorei tanto tempo para terminar a leitura. Não é que seja chato saber a respeito disso – porque é interessante. Tipo, bandas que cantam músicas sobre Harry Potter?! – , mas achei que o assunto não era tão vasto para durar um capítulo inteiro, e que, francamente, ela podia ter parado no meio que já estava de bom tamanho.
Outra coisa negativa que devo ressaltar foi a tradução da Rocco. Acho que eles se embananaram MUITO! Quando mostraram os trechos das músicas das bandas de wizard rock, por exemplo, eles não colocaram tradução do lado (o que tanto faz para mim, mas e pra quem não sabe inglês?). Isso sem contar que alguns termos e nomenclaturas próprios da série foram deixados em inglês, sendo que a própria Rocco foi quem lançou os livros por aqui. Esquisito, muito esquisito.
Ah! E o acabamento. Gente, a minha capa descolou quase inteira. Não sei se eu que dei azar com uma edição feita nas coxas, ou se foi o fato de eu ter levado o livro para a faculdade uns três dias na bolsa, mas só sei que eu vou ter que colar de novo antes que eu perca a capa por aí! ;P
Bom. Acho que, se eu falar mais, vou acabar contando o livro todo. E eu quero que todo mundo leia, porque é uma ótima leitura, mesmo com esses defeitos que citei, hein! Quem ama Harry Potter e é realmente fã, vai entender o livro – muita gente pode fazer gracinha do pessoal indo caracterizado de personagens (cosplays) a eventos, por isso digo que só quem realmente gosta vai “entender”. Ou compreender.
E deixo aqui os meus parabéns à autora pelo trabalho de pesquisar dados numéricos para enriquecer a obra. Deve ter sido complicado achar números confiáveis em meio a tanto material.
Para finalizar, dois trechos:
“Uma moça, não muito mais jovem do que eu, estava sentada perto do fim de minha linha de visão; também estava lendo, com a mochila colorida no colo e os braços ao redor, o livro funcionando como uma fivela para manter tudo no lugar. Eu me movi para o tubo de apoio seguinte para dar uma olhadela discreta mais de perto; ela não estava lendo As Relíquias da Morte. Seu livro não era cor de laranja e sim cor-de-rosa, água e areia, e mostrava um garoto montado numa vassoura e um unicórnio branco. Harry Potter e a Pedra Filosofal. Ela nem reparou que eu a estava observando. Ah, eu invejo você, pensei, mas estava sorrindo por ela. Ela estava apenas começando.” – Melissa Anelli.
“Quando toda a agitação e a balbúrdia acabarem, e quando todos os comentários da imprensa se esgotarem, eu creio que o mundo afinal constatará que esse fenômeno foi gerado, em primeiro lugar, pelo fato de crianças adorarem um livro. Um livro foi para as livrarias e algumas pessoas o adoraram. Quando acabar todo confete e serpentina, isso é o que nos restará. E essa é a mais maravilhosa das idéias para um escritor” – J.K. Rowling
>> Blog oficial do livro: https://harryeseusfasolivro.wordpress.com
Dedico essa resenha, assim como fez a autora, aos “meus companheiros fãs de Harry Potter, que sabem que uma boa história nunca morre.”
Espero que tenham gostado e aproveitem! 🙂
E a contagem regressiva para o último filme da saga continua: 104 dias! Preciso fazer minha tatuagem de Harry Potter. Mas, antes disso, I NEED MONEY! AHAIUHAIA

O que acharam?
E você, já leu o livro e fez uma resenha? Mande para harryeseusfasolivro@gmail.com
** O Concurso cultural Booktrailer #HarryESeusFãs ainda está aberto. Publique seu vídeo no YouTube e concorra a 1 livro Harry e Seus Fãs, 1 marcador + 1 bottom + 1 bolsa de Harry Potter e o Cálice de Fogo + 3 lançamentos da Editora Rocco!
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Uma resposta para Resenha de Harry e seus fãs

  1. Amei a resenha sobre o livro, estou quase terminando, e achei a mesma coisa, sobre tudo 🙂

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